Grupo Escoteiro Lídia Moschetti – 51/RS

O Grupo Escoteiro Lidia Moschetti / 51-RS (GELMO) teve seu inicio experimental dia 22 de maio de 1984, sendo oficialmente registrado na União dos Escoteiros do Brasil (UEB), Região do Rio Grande do Sul, em 05 de janeiro de 1985.

A ideia de fundação de um Grupo Escoteiro para portadores de deficiência visual, sendo o primeiro do Brasil, partiu do professor e colaborador do Instituto Santa Luzia, Joel Souza de Oliveira, que sentia a necessidade desses jovens em ter uma maior integração com a sociedade.

O Grupo Escoteiro teve ajuda da Instituição que cedeu uma parte de seu terreno para o funcionamento do grupo. Atualmente, mantém sua própria sede, na Av. João Solomoni, 1083 (fundos), bairro Vila Nova, em Porto Alegre-RS.

Inscrito sob o CNPJ 06.942.573/0001-10, o GELMO é uma entidade civil (OSC), de direito privado, sem fins lucrativos, declarada em 14 de janeiro de 2004 pela Prefeitura de Porto Alegre uma instituição de utilidade pública (nos termos da Lei no 2.926, de 12 de julho de 1966), membro do Fórum Regional de Justiça e Segurança (FRJS) Centro – Sul e registrado no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) sob número 642/2015.

Pelo fato de ser originalmente um grupo para deficientes visuais o nome do grupo veio como uma homenagem a Lidia Moschetti, uma senhora que nunca mediu esforços em beneficio dos deficientes visuais.

Lidia nasceu em 1888 na Itália, com 19 anos mudou-se para o Brasil aonde conheceu Luiz Moschetti  com quem casou-se e foram morar em Porto Alegre, aonde envolveu-se em campanhas beneficentes criou creches, orfanatos e o Instituto Santa Luzia  para deficientes visuais, Academia literária feminina, Banco de olhos de Porto Alegre, Curitiba e São Leopoldo, somando um total de 28 instituições.

Também foi escritora de diversos romances e uma grande poetisa,  e uma vez relatou uma importante frase a imprensa: “Não tenho medo nenhum de morrer. Quando chegar a hora, morro tranquila. O que pude fazer, eu fiz; O que podia dar, eu dei; O que podia distribuir, eu distribui. Passei fome para dar aos pobres, deixo a eles umas coisinhas e morro tranquila, porque não preciso mais me preocupar com nada”. Lidia morreu aos 93 anos devido a uma trombose cerebral.